Nutrição Sensitiva

Respeita e ama o teu corpo!

 Não vieste parar aqui por acaso com toda a certeza, toda esta história da nutrição te suscita curiosidade. Procuras tal como eu, uma liberdade alimentar, para nutrir o teu corpo de tudo o que necessita, para nutrir a tua vida do que sentes falta, para que te possas sentir livre e mais individual como Ser. Tu és tu, não és uma chapa 5 em que, qualquer dieta cabe em ti ou qualquer estilo de vida está bom. Tu és muito mais que isso, tu és o Ser mais importante de todos, como tal tens todo o direito de também ter uma rotina  que é tua, apenas tua,  diferente de todas as outras, pois irás comer de acordo com o que o teu corpo necessita para estar pleno de energia, alegria e bem estar, mas também alimentar a tua vida com tudo da melhor qualidade para ti.

Eu sempre vivi com o rótulo de gorda, gorda perante os olhos dos outros, gorda perante um nutricionista, gorda a meus olhos depois de tanto os meus ouvidos ouvirem a palavra gorda! Tive anos complicados, recaídas, fases que me achei um lixo, inútil, farta de uma vida sem brilho, alturas em que quase desisti de tudo, por estar preenchida não sei bem em quê!

Eis que à cerca de 4 anos decidi, parar quase tudo e começar a escutar-me a mim, sim a mim, como um Ser importante, valioso, brilhante, decido então, escutar-me e tudo se iniciou. Mas neste post estou apenas a falar-te da parte alimentar.

Após me ter sentido e também escutar o meu filho (de quase 3 anos) reparo que os nossos corpos têm necessidades distintas, não só pela idade como é óbvio.

Não é através da proibição alimentar que iremos conseguir algum resultado. Pois cada dia que passa vem a revolta, a vontade de comer algo que supostamente não podes, e não, não é falta de força de vontade, pois a força de vontade é o percurso de acesso mais exigente, faz-te ir pelo caminho mais complicado à procura da perda de peso, de te sentires bem contigo,  a força de vontade não te vai durar a toda a vida. Terás de usar o teu foco mental, entramos no mindfulness, para percorreres o caminho de  forma mais simples e chegar ao que tu queres, à tua nova visão de ti.

Como sabes o ato de comer está ligado às emoções, às vivências desde que estamos na barriga da nossa mãe, esta interação desde cedo nos marca pela partilha de emoções entre a mãe e o bebé. Quando nascemos esta relação entre a alimentação e a emoção ganha um tamanho inigualável.

Desde muito cedo o que nos é incutida é a relação entre comida e emoção. O primeiro recurso quando um bebé chora é o quê? Comida.

Passamos para outro campo que é o afeto. Quase sempre que um bebé chora é alimentado. Tendo toda a atenção do mundo, contacto visual, carinho, paz, contacto físico, fortalecendo assim o elo entre o alimento e a emoção. Ao longo do nosso crescimento, as refeições tornam-se mais uma vez um ponto bastante importante, pois é quando a família se junta, quando existem festas, alegria e amor.  Logo fazemos da comida um elemento de ligação entre nós e as relações que temos presentes na nossa vida, mostrando o que somos no nosso meio social. Não é à toa que a comida da mãe e da avó é a melhor. Ou nunca pensas-te nisto?

Todas estas memórias estão gravadas na nossa mente e bem guardadas.  Para nós o alimento tem uma carga bem mais alta do que apenas nutrir o corpo. Portanto o que comemos neste momento nada mais é do que a nossa expressão ao mundo, da nossa identidade. O que escolhemos comer vai definir-nos como pessoa naquele período, o que não significa que não possamos mudar, não temos de se vegetarianos, vegans, low carb, etc. Temos apenas de ser conscientes nas escolhas que estamos a fazer para nós, tendo sempre em mente que nós somos o ser mais importante à face deste planeta.

Dito isto eu Teresa, na minha verdade de hoje, acredito que a dieta, a punição, ou a recompensa, não são valores a manter em relação à alimentação.

 

10 passos para a alimentação sensitiva

  1. Primeiro que tudo respeita-te sempre, sente,  pensa realmente o que te apetece, comer e sentir após a ingestão.
  2. Respeita a tua fome, pois não é tua inimiga,  podem sempre  “trabalhar em conjunto”.
  3. Elimina as dietas, punições ou recompensas alimentares.
  4. Entende quando estás com fome emocional, respeitado sempre o teu sentimento sem o usares o alimento como ferramenta.
  5. Faz as pazes contigo e com os alimentos, os que gostas e os que não gostas.
  6. Respeita sempre o teu organismo, quando estás com fome ou quando estás saciado.
  7. Quando te SENTARES, para te alimentares, tem consciência de que deves estar ali a 100% para aquele ato de amor para contigo.
  8. Respeita e ama o teu corpo, sem colocares defeitos em ti, reconhece a tua beleza. Pensa sempre em primeiro lugar na tua saúde e não nos padrões estéticos.
  9. Cria a tua nova realidade, usa o mindfulness para te ajudar nesta realidade. Nota as novas coisas ativamente, vê de diferentes ângulos e pensa como se nada soubesses. ( Dra Ellen Langer)
  10. Vive com felicidade alimentando-te com amor!

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